14 julho, 2018

Ao centro da vida .




Ao centro da vida

Chegou ao meio da vida e sentou-se para tomar um pouco de ar.
Não sabia explicar.
Não era cansaço, nem estava perdida.

Notou-se inteira pela primeira vez em todos esses anos.
Parou ali, entre os dois lados da estrada e ficou observando as margens da sua história, a estrada da vida ficando fininha, calando-se de tão longe que ia.

Estava em paz observando a menina que foi graciosa, cheia de vida. Estava olhando para si mesma e nem notou.

Ali, naquele instante estava recebendo um presente.
Desembrulhava silenciosamente a sabedoria que tanto pediu para ter mais.
Quando a mulher chega à metade da estrada da vida, começa lentamente a ralentar o passo.

Já notou como tem gente que adora conturbar a própria rotina, alimentar o próprio caos? Ela não.
Não mais.

Deixa que passem, deixa que corram, a vida é curta demais para acelerar qualquer coisa.
Ela quer sentir tudo com as pontas dos dedos, ela quer notar o que não viu da primeira vez. Senhora do seu próprio tempo.

Percebeu, à metade da vida, que caminhou com elegância, que viveu com verdade, que guiou a própria sombra na estrada em direção ao amor.
E como amou! Amor por si, pelos outros, amou em dobro, amou sozinha, amou amar.
A mulher ao centro da vida traz a leveza que os anos teceram, pacientemente.

Escuta bem mais, coloca a doçura à frente das palavras, guarda as pessoas com preciosismo.
Aquela mulher já perdeu pessoas demais.
Ao meio da estrada, ela já não dorme tanto, mas sonha bem mais.

Sonha pelo simples exercício de sonhar.
Sonha porque notou que é o sonho que tempera a vida.

Aprendeu a parar de ficar encarando as linhas do corpo.

Seu espírito teso, seu riso aberto, sua fé gigante não têm rugas, nem celulite, sem encanação.
Descobriu que o segredo é prestar atenção no melhor das coisas, nas qualidades das pessoas, nas belas costas que tem e deixá-las ao alcance da vista dos outros.

Sentada ali, ao centro da própria vida, decidiu seguir um pouco mais.
Há mais estrada para caminhar, mais certezas para perder, mais paixão para trilhar.

Não há dádiva maior do que compreender-se, que encontrar conforto para morar em si mesmo, que perdoar-se de dentro para fora.

Ao centro da vida ela descobriu que a gente não se acaba, a gente vai mesmo é se cabendo, a cada ano um pouco mais.

Text :  Diego Engenho Novo


08 julho, 2018

Conselhos de Dra. Filó sobre Filhos




Rio só existe porque tem margem.
A criança só será um adulto completo se tiver limites.
Criança tem que ser monitorada. 

Mãe e pai tem que ser chatos.
Filho só pode ver aquilo que é da idade dele. Filho não pode ver aquilo que é além da capacidade de compreensão deles.

Tome a frente das regras da sua casa.
Criança não dorme com celular no quarto. Recolha. Vigie. Criança tem que dormir com tranquilidade. Quarto é para dormir.
Na sua casa você tem que cuidar da integridade mental dos seus filhos.

Criança não fica trancada no quarto jogando. Filho tem que socializar. Corpo a corpo. Olho no olho.
Criança que é rejeitada por outros tem uma tendência a buscar redes sociais.

 Cuidado. Isso causa uma dependência.
Precisamos ter a coragem de olhar para a vida dos nossos filhos.

As coisas acontecem debaixo dos nossos
Olhos. Pai e mãe tem que estar perto. Criança não tem que ter senha. Essa tal de privacidade é só quando eles saem de casa, só quando pagam as próprias contas.

O celular do filho não pode ser igual o do pai. Tem que ter hierarquia.

Cada mãe conhece o filho que tem. Mãe, no fundo, sabe o que está acontecendo com o filho. Não ignore suas sensações como mãe. Elas são verdadeiras. Mãe não erra o diagnóstico. Confie nos seus sentimentos de mãe.

A missão como pais é muito maior do que podemos imaginar. E não é uma missão fácil.

Mais do que dar coisas, se deem para os seus filhos.
Questione seus filhos. Pergunte! Vigie! Investigue.
Existem muitos e muitos distúrbios psiquiátricos na infância.

 O segredo da prevenção é família e amor. 
Criança tem que ser amada.
Filho vai tentar se impor. Mas combinados e regras devem existir.

Tem que ter respeito.
Coloque na vida do seu filho que somos criadores, que vamos criá-los e que temos sonhos para eles. Que a vida tem que ter sentido, além do dinheiro, do poder e de todas as possibilidades. 
Que a vida os desafiará, mas a vida não encerra
.
Cuidado! O que os filhos trazem para o mundo é o que plantamos neles.

 Estimule-os a serem verdadeiros. 
A verdade abre caminhos.
Converse. Incansavelmente.
Temos que nutrir a confiança.

 Fica a dica da Dra. Filó.

23 junho, 2018

A Vida .








A vida

Dias nublados, são todos os dias que eu me esqueço de sorrir...

De agradecer pela oportunidade de mais um dia, de pedir simplesmente forças para não sucumbir diante das diversidades da vida, que é preciso lutar sempre, que a tempestade é passageira, que o porto é o lugar mais seguro para o barco da vida...

Mas ele foi feito para navegar e desvendar os mistérios da vida.
Sei que muitas vezes o medo vai bater as incertezas e inseguranças, mas não posso permitir que fique isso também vai passar.

O passeio não será sempre calmo, é simplesmente como o mar, dias revolto, turbulento, de tempestade, de calmaria e as vezes de somente esperar, aguentar firme, guardar os remos e simplesmente esperar...

A espera é um aprendizado da paciência e da fé, não é ficar estagnado e esperar que tudo venha, são momentos somente momentos...

Momentos para tomar fôlego, criar uma nova estratégia e tentar novamente, quantas vezes forem necessários, poderemos voltar para o porto quantas vezes precisar, para avarias, consertos ou uma nova pintura, mas sempre precisará partir novamente, rumo ao desconhecido...

Sempre mais experiente e na certeza de que cada viagem valeu a pena sempre, mesmo que às vezes foram ruins, mas te trouxeram até aqui...

Então simplesmente agradeça pelas dificuldades e prossiga sempre sem medo de ser Feliz...


Text : "DORALICE"
foto: Meu lindo pé de Manacá 

12 junho, 2018

Dia do Namorados - Brasil - Quem Sabe um Dia !



Quem Sabe um Dia

Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!

Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!

Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!

Um dia
Um mês
Um ano
Um(a) vida!

Text: Mario Quintana

11 junho, 2018

Quando me amei de verdade .





Quando me amei de verdade .

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.

E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!


Text : Kim e Alison McMillen

23 maio, 2018

O AMOR É O MELHOR CICATRIZANTE DO MUNDO !





O AMOR É O MELHOR CICATRIZANTE DO MUNDO!


Dói quando a gente se engana com alguém, quando a vida diz não, quando perdemos as pessoas. 

Dor física a gente combate com analgésico, dor da alma a gente cura com amor.

Existem vários tipos de dores, de ferimentos e de machucados. Há dores que vêm de fora, há dores que vêm de dentro.

Fato é que as dores invisíveis, muitas vezes, serão muito mais fortes e duradouras do que as dores físicas, porque elas envolvem emoções, sentimento, lembranças, culpa, remorso e decepção.

Dói quando a gente se engana com alguém que se mostra, com o tempo, como uma pessoa totalmente oposta ao que esperávamos.

Pior é que, enquanto o outro ainda finge ser quem não é, a gente se abre e compartilha tudo, a gente se abre e se doa.

Então, de repente, o outro usa contra nós tudo aquilo que lhe oferecemos, distorcidamente, cruelmente, covardemente. 
Dói.

Dói quando a vida diz não, quando os sonhos se apequenam, quando a vida não dá certo.

A gente estuda e se prepara e não passa no vestibular ou no tão sonhado concurso.

A gente atravessa as etapas de uma seleção de emprego até o fim e não é chamada.

A gente idealiza planos para os filhos e eles caminham do lado contrário. Tanta coisa não dá certo, tantos imprevistos – muitos deles desagradáveis.
Dói.

Dói quando o relacionamento amoroso não dá certo, quando o rompimento é a única saída de uma situação que não mais se suporta.

 Todos queremos que a vida a dois dê certo, porque nos esforçamos, suamos e nos dedicamos ao outro com verdade e inteireza.

Daí o retorno não vem, os olhos fitam o vazio de uma entrega sem sentido, desvalorizada e unilateral.
Dignidade nula, sentindo-nos um nada, resta-nos partir.
Dói.

Dói perder pessoas; a alma se fere com a ausência de quem tanto amávamos. Vivemos e vamos acumulando gente que chega e gente que se vai.

Por mais que saibamos da finitude da vida, parece que nunca estamos preparados para enfrentar a dor do luto, por nossos queridos, por nossos animaizinhos de estimação, enfim, por todos aqueles cuja presença deixava o dia mais bonito.
Dói.

Nesses momentos, teremos que enfrentar muita escuridão e desesperança de forma solitária, no sentido de que se trata de uma jornada muito íntima e pessoal.

Ainda assim, olhar para o lado e sentir o amor de quem sempre esteve ali do nosso lado e sempre estará, com acolhimento verdadeiro e afeição sincera, será essencial na cicatrização de nossas feridas emocionais.
Porque não há nada que possua o poder de cura que o amor irradia.

Dor física a gente combate com analgésico, dor da alma a gente cura com amor.
Sempre o amor.

19 maio, 2018

Royal Wedding In Pictures of Prince Harry and Meghan Markle - 19 May 2018 at Windsor Castle in the United Kingdom




Queen Elizabeth II, conferred upon him the title of Duke of Sussex and upon Markle the title of Her Royal Highness The Duchess of Sussex, effective on marriage






Queen Mary's diamond bandeau tiara, which was made in 1932.With a center brooch of 10 diamonds dating back to 1893, features a band of 11 sections of diamonds and platinum.









16 maio, 2018

Sentir-se mal ou triste não te torna mais fraco e sim mais humano !




Sentir-se mal ou triste não te torna mais fraco e sim mais humano.


O sofrimento não deve ser temido e sim encarado, sentido, vivenciado, para que o entendamos e consigamos conviver com ele, superando-o aos poucos.

Existe uma mania de as pessoas quererem parecer fortes o tempo todo, como se tristeza fosse fraqueza, como se não pudéssemos nos sentir mal de vez em quando.

Não somos obrigados a sorrir o tempo todo, isso não existe, ninguém consegue ser feliz desde o amanhecer ao anoitecer.

O dia é carregado de surpresas, que nem sempre são boas. Além disso, a gente também fica amuado sem uma razão específica.

Há dias em que a gente acorda mais cabisbaixo, sem ânimo, sem nem saber o porquê daquilo que se sente.

Talvez acumulemos tantas decepções e dissabores ao longo de nossa jornada, que chega uma hora em que tudo acaba pesando.

Trata-se de uma questão de sobrevivência emocional, pois, caso deixássemos enterrado o que entristece, sem enfrentar e sentir aquilo alguma vez na vida, muito provavelmente iríamos explodir e implodir em algum momento.

Isso ainda fica pior em meio a essa ditadura da felicidade que os meios midiáticos e as redes sociais nos impõem, através de propagandas que atrelam a felicidade ao consumo desenfreado e de postagens de gente feliz, rica, bonita e viajada.

Então, como nos é praticamente impossível alcançar aquele patamar material exorbitante veiculado diariamente, acabamos, muitas vezes, sentindo-nos menos capazes, menos afortunados.

Sem contar o tanto de batalhas que cada um de nós enfrenta nessa lida cotidiana.

Não adianta, não há pílula, viagem, roupa ou smartphone capaz de afastar de nós a tristeza, a não ser o enfrentamento do que nos abala, para que reelaboremos, dentro de nós, os sentimentos e os afetos que nos constituem a essência.

O sofrimento não deve ser temido e sim encarado, sentido, vivenciado, para que o entendamos e consigamos conviver com ele, superando-o aos poucos.

É assim que ele nos transforma, tornando-nos mais fortes e seguros quanto ao que necessitamos para continuar prosseguindo.

Às vezes, você pode ficar triste, sim, pode se sentir mal, desanimado e sem vontade de ver ninguém.

Mergulhar na tristeza, sem demora exagerada, traz entendimento e liberta, reorganizando os sentimentos, de maneira a nos trazer de volta a luz da esperança.

Ninguém é fraco por se sentir triste algumas vezes; trata-se, simplesmente, de uma de nossas características humanas. 

Não podemos nos demorar na tristeza, mas é essencial vivenciá-la, quando necessário, para que não acumulemos pesos inúteis em meio à esperança que nos motiva diariamente.


Text: Marcel Camargo

04 maio, 2018

Zygmunt Bauman - Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar !




Zygmunt Bauman: Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar!


O sociólogo polonês Zygmunt Bauman é um dos intelectuais mais respeitados da atualidade. Aos 87 anos, seus livros venderam mais de 200 mil cópias. Um resultado e tanto para um teórico. Entre eles, “Amor liquido” é talvez o livro mais popular de Bauman no Brasil.

 É neste livro que o autor expõe sua análise de maneira mais simples e próxima do cotidiano, analisando as relações amorosas e algumas particularidades da “modernidade líquida”.

Vivemos tempos líquidos, nada é feito para durar, tampouco sólido. Os relacionamentos escorrem das nossas mãos por entre os dedos feito água.

Bauman tenta mostrar nossa dificuldade de comunicação afetiva, já que todos querem relacionar-se.
Entretanto, não conseguem, seja por medo ou insegurança. O autor ainda cita como exemplo um vaso de cristal, o qual à primeira queda quebra.

 As relações terminam tão rápido quanto começam, as pessoas pensam terminar com um problema cortando seus vínculos, mas o que fazem mesmo é criar problemas em cima de problemas.

É um mundo de incertezas, cada um por si. Temos relacionamentos instáveis, pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumados com o mundo virtual e com a facilidade de “desconectar-se”, as pessoas não conseguem manter um relacionamento de longo prazo.

É um amor criado pela sociedade atual (modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos sérios e duradouros. Pessoas estão sendo tratadas como bens de consumo, ou seja, caso haja defeito descarta-se - ou até mesmo troca-se por "versões mais atualizadas".

O romantismo do amor parece estar fora de moda, o amor verdadeiro foi banalizado, diminuído a vários tipos de experiências vividas pelas pessoas as quais se referem a estas utilizando a palavra amor. Noites descompromissadas de sexo são chamadas “fazer amor”.

Não existem mais responsabilidades de se amar, a palavra amor é usada mesmo quando as pessoas não sabem direito o seu real significado.
Ainda para tentar explicar a relações amorosas em “Amor Líquido”, Bauman fala sobre “Afinidade e Parentesco.” O parentesco seria o laço irredutível e inquebrável. É aquilo que não nos dá escolha.

 A afinidade é ao contrário do parentesco. Voluntária, esta é escolhida. Porém, e isso é importante, o objetivo da afinidade é ser como o parentesco.
Entretanto, vivendo numa sociedade de total “descartabilidade”, até as afinidades estão se tornando raras.

Bauman fala também sobre o amor próprio: o filósofo afirma que as pessoas precisam sentir que são amadas, ouvidas e amparadas. Ou precisam saber que fazem falta.

Segundo ele, ser digno de amor é algo que só o outro pode nos classificar. O que fazemos é aceitar essa classificação.

Mas, com tantas incertezas, relações sem forma - líquidas - nas quais o amor nos é negado, como teremos amor próprio?

 Os amores e as relações humanas de hoje são todos instáveis, e assim não temos certeza do que esperar. Relacionar-se é caminhar na neblina sem a certeza de nada - uma descrição poética da situação.


text : GISELI BETSY