07 agosto, 2026

A Idade em Que o Tempo Senta à Mesa .

 


A Idade em Que o Tempo Senta à Mesa.

 

Existe uma fase da vida em que o espelho começa a nos tratar com uma sinceridade quase ofensiva.

 

Os cabelos debandam discretamente. Os joelhos passam a emitir boletins sonoros. A memória, às vezes, resolve brincar de esconde-esconde justamente com o nome daquela pessoa que acabamos de encontrar no supermercado.

 

E há também o fenômeno mais cruel de todos: levantar da cadeira emitindo um “opa!” involuntário… como se a coluna precisasse de autorização verbal para funcionar.

 

Mas talvez exista uma beleza secreta nisso tudo.

 

Porque, enquanto o corpo vai lentamente negociando limites com o tempo, a alma — curiosamente — começa a ficar maior.

 

Mais generosa. Mais paciente. Mais humana.

 

Chega uma idade em que já não precisamos vencer discussões inúteis. Nem provar inteligência. Nem disputar importância. A vida finalmente nos ensina que certos troféus pesam mais do que valem.

 

Então começamos a trocar pressa por presença.

 E isso muda tudo.

 

O café deixa de ser apenas café. Vira cerimônia. Vira encontro. Vira desculpa para conversar sem relógio.

 As amizades antigas ganham um brilho raro.

  Porque sobreviveram às décadas, aos desencontros, às mudanças, às perdas, às teimosias e até às opiniões políticas — milagre estatisticamente improvável para homens acima dos setenta… especialmente em grupos de WhatsApp.

 

E o amor… Ah, o amor também muda.

 Já não precisa incendiar o mundo. Basta aquecer o coração.

 Às vezes ele chega na forma de uma mensagem simples: “Você está bem?”

  E pronto. Aquilo ilumina o dia inteiro.

 Descobrimos também que aventura, na maturidade, ganhou novos significados.

 

 Dormir a noite inteira sem acordar duas vezes para ir ao banheiro virou quase uma experiência transcendental. 

Encontrar um exame médico com todos os índices normais provoca emoção semelhante à conquista de uma Copa do Mundo.

E viajar sem esquecer os remédios já pode ser considerado um ato de ousadia internacional.

 

Mas existe algo profundamente épico em continuar vivendo com ternura apesar de tudo.

    Apesar das ausências.

    Apesar das despedidas.

  Apesar dos amigos que partiram cedo demais e deixaram cadeiras vazias em nossas mesas e silêncios difíceis de explicar.


 Ainda assim… continuamos marcando encontros.

  Planejando viagens. Rindo das mesmas histórias.

  Inventando motivos para celebrar aniversários.

  Plantando ipês brancos em algum canto da memória.

 

Talvez seja isso que sustenta o mundo sem que a gente perceba: homens e mulheres comuns insistindo delicadamente em continuar amando a vida.

 Porque envelhecer não é desaparecer.

 É diminuir o barulho externo para escutar melhor o essencial.

 

É descobrir que felicidade talvez nunca tenha sido uma linha de chegada. Era apenas aquela conversa boa depois do almoço… o telefonema inesperado… o abraço demorado… o amigo que ainda lembra do seu apelido de juventude… e a mesa onde alguém sempre guarda um lugar para você.


 No fim das contas, talvez a grande vitória da maturidade seja esta:

aprender que a vida não precisa mais correr.

 

Agora ela pode apenas… sentar conosco à mesa.

 

 

Text desconheço autor

Photo ( me) by Helga and AI effects


30 junho, 2026

A prece de uma mãe nunca é simples palavra lançada ao vento !

 


A prece de uma mãe nunca é simples palavra lançada ao vento

 

 

A prece de uma mãe nunca é simples palavra lançada ao vento. Ela nasce de regiões muito profundas do sentimento, onde o amor já não pede nada para si e se ajoelha inteiro pela vida de outro ser. Quando uma mãe ora, não fala somente com os lábios.

 

Fala com as vigílias que ninguém viu, com as lágrimas escondidas, com os medos silenciosos, com a esperança que resistiu até nos dias em que tudo parecia difícil demais. Sua oração carrega a força de um coração que aprendeu a amar antes mesmo de ser compreendido.

 

Talvez por isso a súplica materna possua tamanho poder. Não porque Deus faça distinção entre Seus filhos, mas porque o amor de mãe, quando elevado em prece, costuma vir sem cálculo, sem vaidade, sem interesse de posse.

 Vem banhado de renúncia, cuidado e entrega.

É pedido que sai ferido, mas limpo. É clamor que sobe tremendo, mas cheio de luz.

 E semelhante vibração, nascida do mais puro afeto, encontra sempre ressonância nas esferas da misericórdia divina.


 Muitas quedas foram interrompidas por uma oração assim. 

Muitas noites escuras receberam alívio sem que o filho soubesse de onde vinha.

 Muitas portas, que pareciam fechadas pelo sofrimento ou pela aflição, cederam diante da insistência amorosa de uma mãe de joelhos.


 Porque o céu escuta com ternura muito particular aquilo que sobe da alma materna quando ela pede proteção, amparo, discernimento e paz para aqueles que ama.

Nem sempre a resposta chegará na forma exata desejada. Nem sempre virá depressa. Ainda assim, nenhuma mãe que ora de verdade permanece sem ser ouvida.


Sua prece pode não livrar o filho de toda prova, mas alcança-lhe a alma, fortalece lhe os passos, inspira recursos invisíveis e espalha em torno dele uma proteção que o mundo não consegue medir.

 A oração de uma mãe é uma forma de amor que continua agindo mesmo no silêncio.

 E, quando tudo parece perdido aos olhos da Terra, quase sempre ainda existe, diante de Deus, uma mãe intercedendo com tanta verdade, que o impossível começa devagar a se curvar.

 

 

Text: desconheço autor

Photo  my son Luis Otavio   by Helga

 


12 junho, 2026

Dia dos Namorados /Brasil /12 Junho 2026

 


Dia dos Namorados /Brasil

 

Namore a vida !

Namore o dia !

Namore a sua paz !

Namore as suas escolhas !

Namore a sua casa !

Namore os sorrisos que te oferecem !

Namore os melhores olhares que você já recebeu !

Namore seus filhos !

Namore seus sonhos !

Namore sua família !

Namore a sua consciência por aceitar cada momento e superá-lo !

Namore as artes !

Namore a natureza !

Namore o seu querer e o seu “bem querer” !

Namore o ato de AMAR !

Namore seu namorado e se não tiver um, namore o amor que existe dentro de você independente a quem possa ou não estar na sua vida !

Olhe ao seu redor, busque pela reciprocidade, amadureça os seus relacionamentos e escolhas,

VIVA EM AMOR !

 

Text  : Marita Balbi

Photo by Helga and Zimmer

Dia dos Namorados /Brasil

12 de Junho 2026

 


08 junho, 2026

Quando se tem um amigo Poeta , Escritor nada é casual

 


Quando se tem um amigo Poeta , Escritor nada é casual

Paulo Ernesto Medeiros / Pem

 

Ontem vivi um daqueles momentos simples, mas que tornam a vida mais bonita.

Eu estava no Shopping Villa Romana, sentado tranquilamente tomando um café, quando tive a grata surpresa de encontrar minha querida amiga Helga e seu marido.

Confesso que a alegria foi muito grande. São esses encontros inesperados que nos fazem perceber como os laços de amizade são importantes e como é bom rever pessoas que guardamos com carinho no coração.

Conversamos por alguns instantes, trocamos algumas palavras e colocamos um pouco da conversa em dia. Infelizmente, o encontro foi rápido.

Eu estava sentado tomando meu café e não pude me levantar naquele momento, pois acabaria derramando tudo e transformando a cena em uma verdadeira confusão. Ficou, então, apenas o sorriso, o abraço através das palavras e a felicidade do reencontro.

Mas, às vezes, não é preciso muito tempo para aquecer o coração. Bastam alguns minutos, um cumprimento sincero e a alegria de saber que as pessoas que estimamos estão bem.

Voltei para casa pensando como a vida é feita desses pequenos presentes que surgem sem aviso. E encontrar amigos queridos é, sem dúvida, um dos mais belos deles.

Ao simpático casal , deixo o meu carinho e a minha alegria por esse encontro tão agradável.

Que possamos nos encontrar novamente, com mais tempo, para uma boa conversa e muitas recordações.

Um grande abraço e o meu carinho de sempre. 

Pem

 

Gratidão amigo por tuas palavras que alimentam o meu dia a dia  com poemas , crônicas, pensamentos (Facebook) neste webworld .

Sou mais feliz por ter um amigo Poeta,Escritor !

Helga Zimmermnann e família

Floripa Junho 2026

Photo  by Helga : Gov Pedro Hercílio da Luz 
Tio de meu amigo Pem
ou seja a Genialidade é uma característica familiar.

30 abril, 2026

SERÁ QUE AINDA DÁ TEMPO?

 


SERÁ QUE AINDA DÁ TEMPO?

 

Quantas vezes, ao longo da vida, eu mesmo me fiz essa pergunta… e, sendo muito verdadeiro comigo, reconheço que em muitos momentos hesitei… deixei para depois decisões importantes, mudanças necessárias, sonhos que pediam apenas um pouco mais de coragem.

Quantas oportunidades deixamos escapar por medo, por dúvida… ou simplesmente por acreditarmos que “o tempo já passou”…

Mas, refletindo melhor, percebo algo que hoje me parece tão claro: o tempo não para… ele segue… com ou sem a nossa decisão de agir.

Então eu me pergunto… por que não viver?

Por que não tentar? Por que não dar aquele passo que, ao mesmo tempo, nos anima… e também nos apavora?

Chego à conclusão de que, independente da idade ou do momento que estamos vivendo… a vida continua acontecendo. E se ela segue de qualquer forma, que siga com verdade, com sentido, com coragem!

A hora de viver é agora. É agora que podemos mudar aquilo que já não faz mais sentido…

É agora que podemos recomeçar, reconstruir e dar novos rumos à nossa história.

Enquanto há vida… sim, ainda dá tempo.

Dá tempo de corrigir caminhos, de aprender, de perdoar, de amar mais… da tempo de construir a vida que merecemos…da tempo de voar… e chegar não apenas onde sonhamos, mas talvez muito além.

E hoje, com a serenidade que a vida me ensinou, eu digo a mim mesmo — e a todos vocês: não deixem para depois… não esperem demais… porque enquanto o nosso coração bate… sempre haverá tempo de viver de verdade.

 

Text : Paulo Ernesto Medeiros( Pem)

Photo by Helga (Santo Amaro da Imperatriz)


12 abril, 2026

Encontro a Beira mar.

 


Encontro a Beira Mar

Vamos imaginar que nos encontramos numa praça à beira-mar…o vento suave tocando o rosto, o som das ondas chegando e voltando, e nós ali, sentados lado a lado, sem pressa… começamos a conversar.

E, entre uma palavra e outra, quase como quem partilha a alma, alguém pergunta:

— Diga-me… quem é você?

E o outro, olhando o horizonte, talvez responda em silêncio… ou talvez diga: — Ainda estou descobrindo. E então a nossa conversa segue… simples… profunda… verdadeira.

— E você… quem é, afinal? Será aquilo que mostra ao mundo… ou aquilo que guarda no coração? Será a história que viveu… ou o sonho que ainda quer viver?

E, sem perceber, já estamos todos envolvidos nessa troca… porque a pergunta que nasce de um… ecoa dentro de todos. E nós… quem somos nós?

Aqui, juntos, diante desse mar que parece eterno… seremos apenas passageiros do tempo? Ou viajantes em busca de algo maior… mais verdadeiro… mais cheio de sentido?

O vento passa… o mar responde em silêncio… e dentro de cada um de nós alguma coisa se move.

Talvez sejamos isso… buscadores…aprendizes da vida, corações que carregam histórias, marcas, esperanças e desejos. Talvez sejamos feitos de lembranças… mas também de possibilidades.

E nessa conversa mansa, quase sussurrada pela brisa do mar, vamos percebendo…

não precisamos ter todas as respostas.

Basta termos coragem de perguntar… de sentir… de olhar para dentro com verdade.

E assim, ali naquela praça imaginária — que, no fundo, é o espaço do nosso próprio encontro —vamos nos reconhecendo….não pelas nossas certezas… mas pela nossa vontade sincera de compreender.

E talvez, ao final dessa conversa, ninguém diga uma resposta definitiva…mas todos saiam um pouco mais conscientes… um pouco mais humanos… um pouco mais próximos de si mesmos. E que a vida siga… como o mar… em movimento… nos ensinando, a cada instante, quem somos… e quem ainda podemos ser.

Um grande abraço a todos vocês…e que essa nossa conversa — ainda que imaginada — continue dentro do coração de cada um.

 

Text e Imagem  : Paulo Ernesto Medeiros  /PEM

03 abril, 2026

Quem sou Eu !

 





Quem sou Eu !


Minha mãe diz que eu sou besta.

Porque não abro minha intimidade para qualquer um.

 

Mas a verdade é outra:

eu sempre fui seletiva.

 Não é frieza — é critério.

Não é arrogância — é proteção.

 

Minha intimidade é território sagrado.

Só entra quem eu amo, quem eu respeito, quem prova que merece estar ali.

 

E, uma vez dentro, eu sou leal.

Leal de verdade.

Se você é uma pessoa do bem, eu te defendo até o fim da minha vida.

 

Claro, eu erro.

Às vezes demoro a enxergar gente pequena, invejosa, disfarçada de boa.

 

Mas quando eu vejo…

a porta se fecha.

 

E tem uma coisa sobre mim que não muda:

porta fechada na minha vida não se reabre nunca mais. 🦋

 

 

 

 

text by  Jornalista Juliana Moreira Leite

photo by Helga / AI

18 março, 2026

Como será a minha caminhada daqui para frente ?

 





Que será de mim um dia? 

Como será a minha caminhada daqui para frente?

 

Essas perguntas, quando surgem no coração de alguém que já percorreu muitos caminhos da vida, não são sinais de fraqueza.

 

Pelo contrário, são sinais de consciência. São perguntas que nascem da experiência, da maturidade e do olhar de quem já viveu muito, já lutou, já amou, já construiu histórias e agora começa a olhar o horizonte com um pouco mais de silêncio e reflexão.

 

Quando chegamos à chamada faixa etária dos idosos, algo dentro de nós naturalmente muda.

 O tempo passa a ser percebido de forma diferente. Já não pensamos tanto apenas no amanhã distante, mas também no valor profundo do hoje, deste instante que estamos vivendo.

 

E então surge aquela pergunta que muitas vezes fica guardada dentro da alma:O que será de mim um dia? Será que continuarei forte?

Será que estarei acompanhado ou sozinho? Será que ainda serei lembrado pelas pessoas que fizeram parte da minha vida?

 

Esses pensamentos são absolutamente humanos. Afinal, quem viveu muito também acumulou memórias, afetos, histórias e vínculos que se tornaram parte da própria identidade.

 

Mas a verdade é que envelhecer não é apenas aproximar-se do final da estrada.

Envelhecer também é carregar consigo uma bagagem preciosa que só o tempo pode oferecer: a sabedoria da vida vivida. 

 

Cada ruga no rosto é como uma página escrita.

Cada lembrança guardada é como um capítulo da nossa história.

Cada amizade cultivada é como uma luz que continua iluminando o caminho.

Chegar à velhice, na realidade, é um privilégio que nem todos alcançam. Muitos partiram antes, deixando suas histórias interrompidas.

 

Nós, que ainda estamos aqui, continuamos caminhando, continuamos respirando, continuamos tendo a oportunidade de viver mais um dia.

 E talvez o grande segredo dessa fase da vida esteja justamente nisso: aprender a viver o presente com mais serenidade e gratidão.

 

O futuro sempre será uma incógnita. Sempre foi, mesmo quando éramos jovens.

A diferença é que, quando somos jovens, acreditamos que temos o mundo inteiro pela frente.

 

 Quando envelhecemos, percebemos que o mais importante não é quanto tempo ainda teremos, mas como viveremos o tempo que ainda nos é concedido.

 

A velhice pode ser um tempo de recolhimento, mas também pode ser um tempo de profunda beleza interior.

Um tempo de reflexão. Um tempo de reconciliação com a própria história. Um tempo de transmitir experiências aos mais jovens.

 

Um tempo de valorizar as pequenas coisas da vida: uma conversa, um abraço, um café compartilhado, o sorriso de um neto, o carinho de um amigo.

Também é verdade que existem medos.

O medo da doença, da dependência, da solidão. Esses sentimentos fazem parte da condição humana.

Mas eles não precisam dominar o nosso coração.

 

Porque, mesmo com os anos passando, ainda podemos continuar vivendo, aprendendo e amando.

Podemos continuar cultivando amizades.

Podemos continuar compartilhando nossas histórias. Podemos continuar sendo presença na vida das pessoas.

 

 E talvez, no fundo, a pergunta “o que será de mim um dia?” não precise de uma resposta definitiva.

Talvez a resposta esteja simplesmente em continuar caminhando com dignidade, com esperança e com fé na vida.

 

Porque cada dia que amanhece ainda traz consigo uma nova oportunidade:

a oportunidade de sorrir, de agradecer, de lembrar, de amar, e de deixar, no coração das pessoas, um pouco da nossa própria história.

 

E enquanto estivermos aqui, respirando e vivendo, a nossa história ainda estará sendo escrita.

 

Text : PEM  / Paulo Ernesto Medeiros

Potho:  by Helga AI