03 fevereiro, 2026

Mães Esquecidas !

 


Mães esquecidas !

 

 Há um peso que muitas mães carregam e que quase ninguém vê.

 Não está nas mochilas, nem nas compras, nem nas olheiras que o espelho insiste em mostrar. Está no silêncio. Nas decisões constantes. Na responsabilidade que nunca dorme.

 É o peso de estar sempre alerta.

De pensar antes, durante e depois.

De antecipar quedas, medos, febres, lágrimas, contas, horários, lancheiras, emoções.

De ser colo quando dói, firme quando é preciso, e forte mesmo quando está cansada.

 É o fardo de engolir o cansaço para não assustar.

De sorrir quando por dentro só apetece parar.

De sentir culpa por trabalhar, culpa por não trabalhar, culpa por querer cinco minutos de silêncio.

Culpa por tudo.

 É carregar o medo de falhar todos os dias…

E, mesmo assim, continuar.

 Ninguém vê as noites em claro, mesmo quando todos dormem.

Ninguém vê as batalhas internas, as dúvidas, a sensação de estar sempre a dever alguma coisa a alguém.

Ninguém vê a mãe que se anula um bocadinho para que os outros cresçam inteiros.

 Ela carrega tudo tão bem…

Que o mundo esquece que pesa.

 Mas entre mães, sabemos.

Sabemos reconhecer esse olhar cansado.

Sabemos que força não é não cair, é continuar, mesmo a tremer.

Sabemos que pedir ajuda não é fraqueza.

E que sobreviver a mais um dia já é, muitas vezes, uma vitória silenciosa.


 Se hoje sentes esse peso, não estás sozinha.

Outras mães estão a carregar o mesmo, invisível, mas real.

 E só isso, por si, já merece ser visto. 

 

 

Text : desconheço autor

Foto :  Gif  Google


20 janeiro, 2026

História da nossa Vida e da Existência

 


História da nossa Vida e da Existência 

 

A vida é um caminho que começa antes mesmo de sabermos quem somos.

 

 Viemos ao mundo em um dia qualquer, entre o riso e o choro, entre braços que nos acolhem e olhos que se iluminam com a nossa chegada.

Nasce aí a primeira certeza: não viemos sozinhos. Cada existência é entrelaçada a tantas outras, como fios de uma tapeçaria que o tempo e o destino vão bordando.

E a partir daí, o que nos cabe?

  Cabe-nos viver. Mas não viver apenas de respirar, de passar os dias, não apenas acumular coisas, nomes, cargos ou aparências.

 Viemos para algo maior, invisível aos olhos, mas essencial à alma: deixar marcas de amor e de bondade.

 Durante a caminhada, descobrimos a infância, com sua inocência e sonhos, onde tudo é brincadeira e descoberta.

 Depois chega a juventude, ardente de planos, em que o mundo parece vasto demais para caber nos nossos passos.

 Logo vem a maturidade, quando percebemos que o tempo corre veloz, e aprendemos que viver não é competir, mas compartilhar.

  Por fim, a velhice, tão sábia, quando os olhos já não enxergam como antes, mas a alma vê mais fundo e entende o valor de cada instante.

 No meio de tudo isso, há encontros que transformam.

Amigos que chegam como irmãos escolhidos, amores que se tornam porto seguro, família que nos sustenta nas horas frágeis.

E há também as despedidas, que nos ensinam que nada é eterno no plano terreno, que a vida é breve, e que justamente por ser breve precisa ser vivida com intensidade e verdade.

A morte dos que amamos nos faz refletir que um dia também partiremos.

 E que nossa maior obra não será uma casa erguida, um cofre cheio, um nome estampado, mas sim o que deixamos gravado nos corações.

 Que ao partirmos, reste em cada lembrança um gesto nosso de ternura, uma palavra que inspirou, um trabalho que ajudou, um bem que permaneceu.


  A vida é transitória.

 Tudo passa — o ouro, a glória, o poder.

Mas o que fica é aquilo que semeamos no espírito: a bondade partilhada, a justiça defendida, o amor oferecido sem reservas.

 Viemos para crescer, para aprender, para cair e levantar, para amar e ser amados.

Viemos para trabalhar com honestidade, para estudar e abrir horizontes, para construir uma existência digna, e a partir dela poder estender as mãos ao outro.

  Porque a verdadeira grandeza não está em ser servido, mas em servir. E assim se escreve o histórico da nossa vida: um livro sem título fixo, onde cada dia é uma página em branco.

 

Algumas páginas trazem sorrisos, outras lágrimas; algumas registram vitórias, outras, silêncios e esperas.

Mas ao final, o que mais importará não é a quantidade de páginas, e sim a beleza da história que escrevemos com elas.

  Que a nossa existência seja, portanto, um legado de amor.

 Que ao atravessarmos esta ponte entre a chegada e a partida, possamos dizer:

 Valeu a pena viver.

  Porque deixei o mundo, ainda que um pouco, mais humano, mais justo, mais luminoso.

 

 

 

Text by grande amigo Pem / Paulo Ernesto Medeiros

Photo by Helga

 


18 janeiro, 2026

Tributo ao meu Grande Amigo Sauron ( Great Dane)





Saudades Sauron !


 E hoje bateu a saudade de meu Grande Cão Estrela Sauron...relembrar com Carinho os 12 anos de puro Amor e Segurança que ele nos deu consola.

Era.. É... Lindo e Amado eternamente.

A tribute in memory of my great friend and bodyguard Sauron.

We shared 12 years of great companionship with this Great Dane.


photo by Helga

Great Sauron

12 janeiro, 2026

Metas para 2026

 


Metas para 2026

 

"Não importa onde você parou ou em que momento da vida você cansou. Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo; é renovar as esperanças."

(Fragmento do poema

 ‘Recomeçar’, de Paulo Roberto Gaefke)

 

Depois das festas de final de ano, hoje é um bom dia para começar novos desafios.


Tem gente que aproveita esse período meio morno de início de ano e faz uma faxina geral em casa, no escritório, na garagem...


Joga fora tudo aquilo que não usou no ano que passou, tampouco nos anos anteriores. Livra-se dos “excessos” acumulados ao longo do tempo e que acabam ocupando espaço, tão reduzido hoje em dia.

 

Mas, agora quero mesmo é falar da faxina na alma.

Isto é o que importa de verdade.


Tirar da prateleira os sentimentos de mágoa, tristeza, frustração, até mesmo de raiva, e pegar do baú a alegria, a esperança e a capacidade de amar – estes, sim, devem ocupar o melhor lugar na estante da vida.

 

Text part by

Yolanda Hollaender

Photo by Helga: We