19 fevereiro, 2026

Quaresma

 


Quaresma.

 

Hoje vou escrever, um pouco, sobre a Quaresma!

Esse tempo que começa depois da alegria do carnaval e nos convida a algo diferente…

Mais silencioso. Mais profundo. Mais interior.

A Quaresma, para mim, não é apenas um período do calendário cristão.

 É um chamado à reflexão. É como se a vida dissesse:

Agora, pare um pouco. Olhe para dentro.

São quarenta dias que nos conduzem até a Páscoa.

Quarenta dias que simbolizam o recolhimento, a revisão dos nossos passos, o exame das nossas atitudes, o cuidado com as palavras, o fortalecimento da fé.

Eu gosto de pensar na Quaresma como um tempo de arrumar a casa da alma.

De tirar o pó dos ressentimentos.

De jogar fora mágoas antigas. De abrir as janelas do coração para que entre a luz de Deus.

É tempo de jejum, sim … mas não apenas de alimento. Jejum de orgulho … Jejum de impaciência … Jejum de palavras duras.

É tempo de oração. Mas não apenas de palavras repetidas. Oração vivida no gesto, no abraço, no perdão concedido, na ajuda silenciosa a quem precisa.

A Quaresma me ensina que a vida não é só festa.

Ela também é profundidade …  é amadurecimento … é aprendizado.

E, no final desse caminho, chega a Páscoa .....

não apenas como uma celebração religiosa, mas como a certeza de que sempre é possível renascer.

Que essa Quaresma seja para todos nós um tempo de serenidade, de reencontro com Deus, de reconciliação com os outros e, sem dúvida, e também de reconciliação conosco mesmos.

Que saibamos aproveitar esse período como uma oportunidade de crescimento espiritual.

 

Text by Pem / Pauli Ernesto Medeiros

Image Gif : Google

03 fevereiro, 2026

Mães Esquecidas !

 


Mães esquecidas !

 

 Há um peso que muitas mães carregam e que quase ninguém vê.

 Não está nas mochilas, nem nas compras, nem nas olheiras que o espelho insiste em mostrar. Está no silêncio. Nas decisões constantes. Na responsabilidade que nunca dorme.

 É o peso de estar sempre alerta.

De pensar antes, durante e depois.

De antecipar quedas, medos, febres, lágrimas, contas, horários, lancheiras, emoções.

De ser colo quando dói, firme quando é preciso, e forte mesmo quando está cansada.

 É o fardo de engolir o cansaço para não assustar.

De sorrir quando por dentro só apetece parar.

De sentir culpa por trabalhar, culpa por não trabalhar, culpa por querer cinco minutos de silêncio.

Culpa por tudo.

 É carregar o medo de falhar todos os dias…

E, mesmo assim, continuar.

 Ninguém vê as noites em claro, mesmo quando todos dormem.

Ninguém vê as batalhas internas, as dúvidas, a sensação de estar sempre a dever alguma coisa a alguém.

Ninguém vê a mãe que se anula um bocadinho para que os outros cresçam inteiros.

 Ela carrega tudo tão bem…

Que o mundo esquece que pesa.

 Mas entre mães, sabemos.

Sabemos reconhecer esse olhar cansado.

Sabemos que força não é não cair, é continuar, mesmo a tremer.

Sabemos que pedir ajuda não é fraqueza.

E que sobreviver a mais um dia já é, muitas vezes, uma vitória silenciosa.


 Se hoje sentes esse peso, não estás sozinha.

Outras mães estão a carregar o mesmo, invisível, mas real.

 E só isso, por si, já merece ser visto. 

 

 

Text : desconheço autor

Foto :  Gif  Google