30 abril, 2026

SERÁ QUE AINDA DÁ TEMPO?

 


SERÁ QUE AINDA DÁ TEMPO?

 

Quantas vezes, ao longo da vida, eu mesmo me fiz essa pergunta… e, sendo muito verdadeiro comigo, reconheço que em muitos momentos hesitei… deixei para depois decisões importantes, mudanças necessárias, sonhos que pediam apenas um pouco mais de coragem.

Quantas oportunidades deixamos escapar por medo, por dúvida… ou simplesmente por acreditarmos que “o tempo já passou”…

Mas, refletindo melhor, percebo algo que hoje me parece tão claro: o tempo não para… ele segue… com ou sem a nossa decisão de agir.

Então eu me pergunto… por que não viver?

Por que não tentar? Por que não dar aquele passo que, ao mesmo tempo, nos anima… e também nos apavora?

Chego à conclusão de que, independente da idade ou do momento que estamos vivendo… a vida continua acontecendo. E se ela segue de qualquer forma, que siga com verdade, com sentido, com coragem!

A hora de viver é agora. É agora que podemos mudar aquilo que já não faz mais sentido…

É agora que podemos recomeçar, reconstruir e dar novos rumos à nossa história.

Enquanto há vida… sim, ainda dá tempo.

Dá tempo de corrigir caminhos, de aprender, de perdoar, de amar mais… da tempo de construir a vida que merecemos…da tempo de voar… e chegar não apenas onde sonhamos, mas talvez muito além.

E hoje, com a serenidade que a vida me ensinou, eu digo a mim mesmo — e a todos vocês: não deixem para depois… não esperem demais… porque enquanto o nosso coração bate… sempre haverá tempo de viver de verdade.

 

Text : Paulo Ernesto Medeiros( Pem)

Photo by Helga (Santo Amaro da Imperatriz)


12 abril, 2026

Encontro a Beira mar.

 


Encontro a Beira Mar

Vamos imaginar que nos encontramos numa praça à beira-mar…o vento suave tocando o rosto, o som das ondas chegando e voltando, e nós ali, sentados lado a lado, sem pressa… começamos a conversar.

E, entre uma palavra e outra, quase como quem partilha a alma, alguém pergunta:

— Diga-me… quem é você?

E o outro, olhando o horizonte, talvez responda em silêncio… ou talvez diga: — Ainda estou descobrindo. E então a nossa conversa segue… simples… profunda… verdadeira.

— E você… quem é, afinal? Será aquilo que mostra ao mundo… ou aquilo que guarda no coração? Será a história que viveu… ou o sonho que ainda quer viver?

E, sem perceber, já estamos todos envolvidos nessa troca… porque a pergunta que nasce de um… ecoa dentro de todos. E nós… quem somos nós?

Aqui, juntos, diante desse mar que parece eterno… seremos apenas passageiros do tempo? Ou viajantes em busca de algo maior… mais verdadeiro… mais cheio de sentido?

O vento passa… o mar responde em silêncio… e dentro de cada um de nós alguma coisa se move.

Talvez sejamos isso… buscadores…aprendizes da vida, corações que carregam histórias, marcas, esperanças e desejos. Talvez sejamos feitos de lembranças… mas também de possibilidades.

E nessa conversa mansa, quase sussurrada pela brisa do mar, vamos percebendo…

não precisamos ter todas as respostas.

Basta termos coragem de perguntar… de sentir… de olhar para dentro com verdade.

E assim, ali naquela praça imaginária — que, no fundo, é o espaço do nosso próprio encontro —vamos nos reconhecendo….não pelas nossas certezas… mas pela nossa vontade sincera de compreender.

E talvez, ao final dessa conversa, ninguém diga uma resposta definitiva…mas todos saiam um pouco mais conscientes… um pouco mais humanos… um pouco mais próximos de si mesmos. E que a vida siga… como o mar… em movimento… nos ensinando, a cada instante, quem somos… e quem ainda podemos ser.

Um grande abraço a todos vocês…e que essa nossa conversa — ainda que imaginada — continue dentro do coração de cada um.

 

Text e Imagem  : Paulo Ernesto Medeiros  /PEM

03 abril, 2026

Quem sou Eu !

 





Quem sou Eu !


Minha mãe diz que eu sou besta.

Porque não abro minha intimidade para qualquer um.

 

Mas a verdade é outra:

eu sempre fui seletiva.

 Não é frieza — é critério.

Não é arrogância — é proteção.

 

Minha intimidade é território sagrado.

Só entra quem eu amo, quem eu respeito, quem prova que merece estar ali.

 

E, uma vez dentro, eu sou leal.

Leal de verdade.

Se você é uma pessoa do bem, eu te defendo até o fim da minha vida.

 

Claro, eu erro.

Às vezes demoro a enxergar gente pequena, invejosa, disfarçada de boa.

 

Mas quando eu vejo…

a porta se fecha.

 

E tem uma coisa sobre mim que não muda:

porta fechada na minha vida não se reabre nunca mais. 🦋

 

 

 

 

text by  Jornalista Juliana Moreira Leite

photo by Helga / AI